O Ozzfest foi uma resposta metálica a festivais itinerantes como o Lollapalooza, que em 1996 já era uma força ascendente na cena de eventos do gênero. Após Perry Farrell e companhia rechaçarem uma aproximação visando colocar Ozzy no cast, Sharon Osbourne decidiu agir e criar sua própria versão.
O projeto foi bem-sucedido e se espalhou pelo mundo nos anos seguintes, mas deixou de ser realizado há certo tempo. Porém, é possível que ele retorne. Quem garante é a própria empresária e esposa do Madman na mais recente edição do “The Osbournes Podcast”.
Conforme transcrição do Blabbermouth, Sharon não descartou que o evento retome sua característica original, percorrendo diferentes roteiros mundo afora. Sua filha, Kelly, também opinou, estabelecendo o seguinte diálogo:
“Sharon: Sim, é claro que pode voltar.
Kelly: Tudo se resume a se as bandas e empresários serão realistas em termos de quanto querem receber por tocar no festival.
Sharon: Verdade. É ótimo. Era isso que queríamos: que todos fizessem spin-offs e montassem seus próprios festivais, seria muito bom. Para os fãs, seria brilhante. Mas por que é que, quando se trata de nós, todo mundo pensa que somos trilionários, e então todo empresário que quer sua banda no nosso festival quer um dos malditos trilhões que eles acham que temos para colocar no festival?”
A seguir, o próprio Ozzy declarou que gostaria de ver mais bandas ascendentes em um possível lineup. Sharon concordou, porém, ressaltou a importância de também ter nomes estabelecidos.
“Você pode fazer isso para um palco menor, mas ainda precisa dos headliners. É sempre bom ter um baby stage, quero dizer, é disso que se trata – lançar novas bandas. É muito difícil para artistas que não são conhecidos, de repente, estarem na frente de 50.000 pessoas no palco principal de um festival e entenderem o que devem fazer. É muito intimidante.”
Jack, o outro filho do casal que participa do programa, destacou que vários festivais atuais imitam o modo de operação do Ozzfest. Sua mãe respondeu:
“Bem, são as mesmas bandas de novo e de novo. Mas é isso que é tão bom, porque começamos algo, as pessoas aceitaram e ainda traz resultados para o gênero. É realmente bom.”